Uma dúvida muito comum antes de pedir crédito é: “isso vai baixar meu score?”

A resposta exige separar três coisas diferentes: consultar o próprio score, uma empresa consultar seu CPF para analisar crédito e contratar uma nova dívida.

Consultar o próprio score não é a mesma coisa que pedir crédito

Quando você entra no aplicativo ou site de um birô e consulta a própria pontuação, isso é diferente de uma instituição fazer uma consulta para avaliar uma solicitação de crédito.

A Serasa informa que a consulta feita pelo próprio consumidor não reduz a pontuação. Já consultas realizadas por empresas fazem parte das informações consideradas no modelo de score.

Muitas consultas de crédito em pouco tempo podem influenciar a pontuação

Segundo a Serasa, várias consultas ao CPF por instituições em um período curto podem sinalizar uma busca intensa por crédito e afetar a pontuação.

Isso não significa que uma única consulta necessariamente derrubará seu score de forma relevante nem que qualquer simulação gera exatamente o mesmo tipo de consulta.

O fluxo depende da empresa, da etapa da jornada e da instituição que fará a análise.

Um exemplo

Imagine que Lucas queira trocar de carro. Em dois dias ele preenche propostas em várias lojas, bancos e plataformas diferentes. Algumas dessas empresas encaminham análises que geram consultas de crédito.

Do ponto de vista do birô, essa sequência pode parecer diferente de uma pessoa que simplesmente consultou a própria pontuação para acompanhar sua situação financeira.

Por isso vale entender o que está sendo feito com seus dados antes de autorizar diversas propostas ao mesmo tempo.

O fato de ter garantia elimina a análise de crédito?

Não.

O veículo reduz parte do risco por existir uma garantia, mas a instituição ainda pode analisar renda, capacidade de pagamento, histórico, dados cadastrais e políticas próprias.

Ter um carro de R$ 100 mil não significa que o cliente automaticamente recebe crédito sem análise.

Veja quanto consigo de crédito com meu carro.

Contratar e pagar o crédito também faz parte da vida financeira

Depois da contratação, comportamento de pagamento, dívidas e outras informações financeiras podem ser consideradas por modelos de risco e pelo Cadastro Positivo conforme as regras aplicáveis.

Por isso, a preocupação não deveria ser somente “a consulta vai mexer no score?”. A pergunta maior é se a nova obrigação faz sentido para o orçamento.

Uma parcela que leva o orçamento ao limite pode criar um problema muito maior do que uma oscilação temporária de pontuação.

Antes de autorizar uma proposta, pergunte

  • Isso é apenas uma simulação ou já é uma proposta formal?
  • Haverá consulta a birôs de crédito nesta etapa?
  • Os dados serão enviados para quantas instituições?
  • Qual é a finalidade da consulta?

Essas perguntas ajudam a evitar autorizações no automático.

Não escolha crédito para “melhorar o score”

Contratar uma dívida apenas com o objetivo de tentar melhorar uma pontuação não é uma boa justificativa financeira por si só.

Crédito deve existir para resolver uma necessidade ou financiar um objetivo que faça sentido, com custo e risco conhecidos.

Se decidir avançar, compare CET, valor líquido, parcela e prazo. Nosso comparador de propostas ajuda a organizar esses números.

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A existência ou intensidade de qualquer impacto na pontuação depende do modelo do birô e das consultas efetivamente realizadas. Não trate uma estimativa de score como garantia de aprovação ou reprovação.

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Fontes e referências

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