Taxa de juros e CET não são a mesma coisa. Essa diferença parece pequena quando você está vendo um anúncio, mas pode mudar bastante a comparação entre duas propostas.

A taxa de juros representa o preço cobrado pelo uso do dinheiro ao longo do tempo. O Custo Efetivo Total (CET) vai além: reúne os encargos e despesas que compõem a operação conforme as regras aplicáveis.

Pense em uma passagem aérea

Uma analogia ajuda.

Você encontra uma passagem por R$ 500. Ao avançar na compra, aparecem bagagem, marcação de assento e outras cobranças. O preço anunciado continua sendo uma informação real, mas ele não representa necessariamente tudo o que sairá do seu bolso.

No crédito, a taxa de juros é importante, mas custos adicionais podem fazer o resultado efetivo ser diferente do que você imaginou olhando apenas para aquele percentual.

Exemplo: juros menores, CET maior

Imagine duas propostas ilustrativas para o mesmo valor líquido e o mesmo prazo:

Proposta A

  • juros: 1,75% ao mês;
  • possui determinadas despesas adicionais.

Proposta B

  • juros: 1,90% ao mês;
  • possui menos custos adicionais.

A taxa de A é menor. Ainda assim, dependendo das despesas e do fluxo da operação, o CET de A pode acabar maior.

É por isso que uma frase como “nossa taxa começa em…” não basta para decidir qual crédito custa menos para você.

O que devo olhar primeiro?

Não existe um único número que responda tudo. Para uma comparação razoável, coloque na mesma linha:

Informação O que ela responde
Valor líquido Quanto realmente fica disponível para você?
Parcela Quanto sai do orçamento por mês?
Prazo Por quanto tempo você ficará pagando?
Taxa de juros Qual a taxa remuneratória da operação?
CET Qual o custo efetivo considerando os componentes aplicáveis?
Total das parcelas Quanto será desembolsado nas prestações ao longo do contrato?

O CET merece um conteúdo próprio porque é justamente a medida criada para tornar propostas mais comparáveis.

E quando o valor líquido é diferente?

Aqui existe outra armadilha.

Imagine que a proposta A libere R$ 40 mil e a proposta B libere R$ 32 mil. Mesmo que B tenha parcela menor, talvez ela não resolva a mesma necessidade.

Isso acontece bastante quando existe um veículo financiado. Parte do crédito pode ser destinada à quitação do contrato anterior e apenas a diferença fica disponível para o cliente.

Nesses casos, pergunte sempre: “quanto efetivamente entra na minha conta?”

Juros mensais e anuais também podem confundir

Uma taxa de 2% ao mês não equivale simplesmente a 24% ao ano quando existe capitalização composta. Por isso, não vale multiplicar a taxa mensal por 12 e tratar o resultado como taxa efetiva anual.

O mais seguro é usar as taxas informadas nos documentos da operação e comparar propostas com a mesma base.

Use as ferramentas para conferir a lógica

Na calculadora de CET da Itscred, você pode informar o valor líquido recebido, a prestação, o prazo e eventuais custos pagos na contratação para obter uma estimativa da taxa implícita desse fluxo.

Se já possui duas propostas, use também o comparador de propostas.

As ferramentas não substituem o documento oficial da instituição, mas ajudam a enxergar algo que uma parcela isolada costuma esconder.

A pergunta não é só “qual a menor taxa?”

Uma comparação melhor seria:

“Para receber o valor que eu realmente preciso, qual é o custo efetivo, quanto comprometo por mês e quanto pago ao final?”

Essa pergunta exige alguns minutos a mais. Em um contrato que pode durar anos, normalmente vale o esforço.

Leia também

Se estiver comparando opções de crédito com garantia de veículo, a Itscred pode buscar possibilidades entre instituições parceiras para o seu perfil.

Compartilhe este conteúdo.

Fontes e referências

Do entendimento ao próximo passo.

Consulte as condições para seu veículo. Grátis, com atendimento humano e sem compromisso de contratar.

Simular meu crédito Prefiro conversar com a equipe